A Liga - (31/05/2011)
Baile Funk
Esse é o Baile Funk, a realidade não só dos morros cariocas, mas um estilo que vem invadindo e tomando conta do país. O A Liga dessa semana "caiu pra dentro", junto com mais três representantes do funk, Mc Smith, Mc K9 e Os Hawaianos, grupos que sairam do gueto e estão presentes até em festas de debutante. A realidade brasileira hoje é outra, e o que você pensa sobre o baile funk pode ser descontruído agora.
Mais uma vez a intenção do programa parece ser atingida. "Ótimo programa para a Geração Y", mas o que o torna alvo desta geração?! Temas polêmicos ou a produção envolvida está mais próxima dos jovens? Para quem não sabe, geração Y é a turma de novos adultos do século XXI, pessoas que nasceram na era internética. E é essa webesfera que faz a audiência do programa, a comunicação rápida, aliada à jovem equipe e ao conteúdo sempre envolvente e polêmico.
Não é a realidade vista por outros olhos, é a realidade que não é mais apenas vista, mas vivida. Parece ser outros olhos, ou outra realidade, e a diferença do programa é a sua forma de sentir. Ao se aproximar da realidade podemos ter outra visão, esse é o objetivo da Liga. Sempre mostrando os dois lados, de quem faz, de quem aprova e de quem detesta. A reflexão, e possível mudança de hábito, fica por conta do telespectador.
Pois é, a grande marca do programa é seguir a ética de mostrar sempre os dois lados, claro, algumas vezes é preciso manipular a conversa para que o entrevistado diga o que você precisa, mas os dois lados são ouvidos. Claro, mulheres, nem todo mundo que gosta do funk sobe ao palco e é protagonista de danças no mínimo, eróticas, com os dançarinos ou com outras mulheres da plateia. E A Liga deixou isso bem claro, entrevistou tanto estas protagonistas quanto aquelas que repudiam esta atitude. Degradação da raça humana? Talvez, mas prefiro pensar, agora, como uma forma de liberação e desprendimento da padronização da raça humana.
Nunca pensou ou nunca procurou saber antes de ter tal opinião? Pois é, Mc Smith, que já foi preso por suspeita de formação de quadrilha, graças aos famosos proibidões cantados por ele, já fez aula de balé clássico. E Os Hawaianos, com seu funk mais midiáticos, tem shows marcados na Disney e na Europa, parece não degradar tanto a raça humana agora.
Quebrando tabus, ou pelo menos tentando, Rafinha Bastos fugiu um pouco da imparcialidade do programa, deixou claro seu ponto de vista durante sua reportagem. Nos momentos mais eróticos do baile, se mostrou impressionado, talvez demonstrando a reação de milhares de pessoas que assistiam ao programa.
Foram cenas fortes durante o programa, danças muito mais do que sensuais e letras pra lá de pesadas. Instigar a sua curiosidade, despertar no telespectador a busca pela informação. E ao final de tudo isso deixar à cargo de quem assistiu para tirar suas próprias conclusões. O trabalho foi feito, os dois lados foram mostrado, e agora a geração Y precisa tirar suas próprias conclusões. Mas antes de tudo, é preciso tirar outra coisa, o preconceito da cabeça.
No Youtube:
Parte 1: http://www.youtube.com/watch?v=zYSAA2H4mXE
Parte 2: http://www.youtube.com/watch?v=NstcAgED-ms
Parte 3: http://www.youtube.com/watch?v=HE7-9dFLafk
Parte 4: http://www.youtube.com/watch?v=hpFTpXIXhxw
Parte 5: http://www.youtube.com/watch?v=2G7DHYOupkI
Parte 6: http://www.youtube.com/watch?v=13X7oyopjQ0
No Youtube:
Parte 1: http://www.youtube.com/watch?v=zYSAA2H4mXE
Parte 2: http://www.youtube.com/watch?v=NstcAgED-ms
Parte 3: http://www.youtube.com/watch?v=HE7-9dFLafk
Parte 4: http://www.youtube.com/watch?v=hpFTpXIXhxw
Parte 5: http://www.youtube.com/watch?v=2G7DHYOupkI
Parte 6: http://www.youtube.com/watch?v=13X7oyopjQ0
Eduardo Guimarães









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