A Liga - (14/06/2011)
Ser Diferente
Em busca de se diferenciar das pessoas, alguns indivíduos acabam por modificar o próprio corpo. Outros são diferentes porque nasceram com estas mudanças. A necessidade de aparecer, ou os ossos do ofício de uma mutação genética, fizeram com que Villalba, Rafinha Bastos, Sophia Reis e Thaíde fossem atrás dos personagens da noite.
O Homem Picanha, por exemplo, 300 ml de silicone no peitoral, silicone nos glúteos e ácido para preenchimento labial. Gogoboy que passou a ganhar 6 vezes mais do que ganhava em seus shows após as transformações. Rafinha Bastos levou o Homem Picanha para a praia, e não podia ser diferente, as pessoas se assustaram. Alguns se diziam contra a atitude, outros defendiam o moralmente correto, alegando o famoso "se ele está feliz, bom para ele". O próprio Rafinha tratou com muito humor a situação e os diálogos com os entrevistados, e o Homem Picanha conseguindo sempre ser diferente e ter as atenções para si.
Rafinha também visitou um estúdio de tatuagens, onde também acontecia sessões de Body Modification. O programa mostrou uma senhora de 79 anos, que já acumula 50 tatuagens. Sua primeira?! Aos 72 anos. Além dela, Thiago Angel, Luciano e Kitty apresentam as dezenas de tatuagens, piercings, escarificações, implante sub-dermal e bifurcação na língua. Provavelmente você nunca ouviu falar em algum destes nomes, mas eles existem, e as pessoas querem ser diferentes.
"A gente vive numa sociedade de massa, onde todo mundo se veste do mesmo jeito, pensa da mesma maneira, se comporta da mesma forma. E ao mesmo tempo que todo mundo tem que seguir essa ordem socialmente dada, que todo mundo tem que se acomodar ao PADRÃO SOCIAL, por outro lado as pessoas precisam se destacar de alguma maneira ". (Rachel Moreno, Psicóloga)
Thaíde conheceu Larissa, fisiculturista que possui medidas de causar inveja em muitos homens. Sua vontade de ser diferente veio aos 12 anos, quando viu uma revista de musculação e decidiu que queria ser forte também. O programa levou Larissa para as ruas, expondo a sua imagem, para ver a reação das pessoas. E foi apenas uma reação, o diferente causa espanto. E o programa tentou reverter este quadro, não de uma forma "campanha anti alguma coisa", mas fazendo com que as pessoas entendam as diferenças.
Algumas pessoas são diferentes porque querem ser. Outras nascem diferentes. Cris e Léo, um casal de pessoas pequenas (termo correto para tratar o tão conhecido, anão) ganham a vida pela sua diferença. Hoje o casal faz participações em festas e animações de eventos, Débora Villalba acompanhou os dois em um dos seus trabalhos e uma dúvida acabou surgindo. O uso da doença como forma de exibição, não faz com que os prórprios anões fortaleçam a ligação deles com o lado cômico e artístico?! Cris contou que por diversas vezes foi alvo de brincadeiras de desconhecidos, como o "Pedala Robinho". O mundo não é pensado para os pequenos, dificuldades em ônibus, prateleiras de supermercado e compra de vestimentas, são alguns dos desafios diários para Cris, Leo e milhares de anões espalhados por aí.
Além do casal de pessoas pequenas, Sophia Reis acompanhou o caso de Bruno, 20 anos, que sofre desde o nascimento de Osteogenesis Imperfecta, ou, Ossos de Vidro. E toda sua vida ele sofre com essa diferença. Todos os olhares estranhos, preconceitos e desafios, ele enfrentou, mas não porque quis. Talvez este foi o momento que aproximou o programa a um jornalismo mais social e filantrópico, se é que este jornalismo existe. A exposição de um problema afim de mostrar que o diferente é normal para algumas pessoas.
O programa seguiu o lado ético não só do jornalismo, mas os conceitos éticos e morais da sociedade. O diferente teve a chance de expor seus pensamentos, mostrar aos demais o porquê de suas escolhas. E como sempre, o programa entrando nas histórias e buscando expor sempre os dois lados da situação.



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