quarta-feira, 1 de junho de 2011

O ator social

Profissão Repórter - (31/05/2011)
A luta pela guarda dos filhos

Incoporando seu caráter de ensinamento, o último Profissão Repórter do mês de maio abordou a temática da separação e da luta pela guarda dos filhos. Foram analisados três casos diferentes. O primeiro mostra a situação de um pai que não vê a filha há quase cinco anos, “sequestrada” pela mãe. Este caso é uma retomada a um antigo caso, mostrado pelo programa em 2010. A utilização deste recurso torna vital a característica de programa foca que o Profissão Repórter tem, sempre buscando um desfecho e uma análise posterior de alguns casos apresentados. É importante ressaltar um ensinamento que o programa passa, neste ponto da matéria: ao ser questionada pela mãe, sobre o novo endereço do pai que conseguiu resgatar a filha, a repórter é aconselhada, ou melhor dizendo, ordenada por Caco Barcellos a não fornecê-lo, resguardando, assim, o direito do sigilo de informação jornalística.


O segundo caso, mais dramático da série, mostra o caso de um pai que raptou a filha. É interessante mostrar que os jornalistas buscam, de forma investigativa e, às vezes até policial, o paradeiro do homem, na Bolívia. Interessante também ressaltar que o programa busca, de todas as formas, depoimentos de ambos os lados, como forma de tornar-se imparcial. Até mesmo neste caso, no qual o pai não é encontrado, a equipe consegue informações, depoimentos e imagens com amigos, parentes e pessoas que conheciam o boliviano. Entretanto, a dramatização sobre a imagem da mãe, que teve a filha raptada, encrimina o pai perante a sociedade, fato que não cabe ao jornalismo, mas que é quase impossível de não se fazer.


Por fim, o programa busca amenizar todo o clima de conflito que o episódio traz, ao mostrar o dia-a-dia de uma juíza que busca o entendimento entre pais separados, a respeito da guarda de seus filhos. É neste ponto que a metalinguagem, utilizada em quase todos os episódios do Profissão Repórter, aparece. A juíza que concilia casais separadas também é divorciada e vive uma relação saudável de guarda dos filhos, onde a guarda é compartilhada (pai e mãe dividem a responsabilidade pela criação dos filhos, onde é incluído a vivência dos filhos nas duas casas).

Desta forma o programa consegue mostrar casos onde âmbos os lados se expressão e busca, como ator social, levar a mensagem de que a guarda não deve servir para o bem dos pais, mas para o bem dos filhos. O caso do pai que sequestrou a filha não é solucionado, mas isto ainda pode ser reciclado, em uma próxima edição.



No Youtube:
Parte II: http://g1.globo.com/profissao-reporter/noticia/2011/05/filhos-com-guarda-compartilhada-vivem-rotina-em-duas-casas.html

No Twitter:
@CrisGFSouza Bom dia! Bem legal o Profissão Repórter de ontem. Pais que disputam a guarda dos filhos demonstram que não os amam de verdade.
@Olamara ontem o profissão repórter foi a prática da teoria que eu vejo em váários processos lá no tribunal :~ triste realidade, mts divórcios :/
@LuTognetti Esse profissão repórter não pode falar em imparcialidade!! A repórter que cuidou do caso da menina Dora é amiga do pai da menina, absurdo!!!
@kathafernandes O profissao reporter devia servir de exemplo p/ Pais egoistas, que n deixam os filhos conviverem com seu pai ou sua mae.
@profreporte Não viu o programa de ontem? Assista agora em http://g1.globo.com/profissao-reporter/

Lincon Zarbietti

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