Viver com o Mínimo
Segundo o artigo 7 de nossa Constituição, o salário mínimo do trabalhador brasileiro deve atender as necessidades vitais básicas dele e de sua família como moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social. Para garantir tudo isto o Congresso aprovou um mínimo de 545 reais.
Cerca de 60% dos Brasileiros ganham até 2 salários mínimos por mês, enquanto 0,7% da população ganha mais de 20 salários mínimos por mês. Famílias que recebem menos de um salário minimo, ocupam mais da metade dos domicílios brasileiros. O salário mínimo do Brasil é um dos piores da América Latina, de acordo com a Organização Internacional do Trabalho.
Estes dados foram apresentados pelo A Liga, antes de vivenciar a informação, o objetivo era esclarecer o motivo de fazer este reportagem. Neste programa Rafinha Bastos e Thaíde foram atrás da realidade brasileira, buscar informações e relatos daqueles que fazem a notícia acontecer, aqueles que vivem, ou melhor: sobrevivem, com um salário mínimo por mês. Lembram-se da proposta inicial do programa?
Thaíde extrapolou o limite do jornalismo de apenas informar o telespectador, ele não só conviveu com a situação, mas viveu a situação. Thaíde e sua esposa tiveram a missão de passar 2 dias com aproximadamente 36 reais, o valor que serie referente ao proporcional do salário mínimo. O limite da barreira do jornalismo foi atingido quando Thaíde ganhou uma esmola para ajudar nos gastos. Então, qual seria a reação do público ao ver que o repórter passa a viver a notícia e levar a antropologia para dentro do televisor.
Neste edição, diferente de outras já analisadas, não existe a intenção de mostrar os dois lados da notícia, ou a opinião diversificada. Este formato de produção de notícia visa agora apenas fazer com que o jornalista sinta o que seu entrevistado sente. Desta forma, tentar transpôr maior emoção e reflexão para o telespectador.
Para contar uma história sob a perspectiva de quem a vive só há um jeito, ir ao encontro dela. Comum seria não interferir e normal, nada sentir, não vivenciar. Mas não é isso que querem os apresentadores do programa. Eles tocam na realidade, olham de perto. Ao Participarem de um mundo do qual nunca fizeram parte, a indiferença vai embora. A cada passo, o envolvimento do repórter - assim como a do telespectador - aumenta. Entram em cena a surpresa, a indignação, a reflexão e a opinião.
Thaíde extrapolou o limite do jornalismo de apenas informar o telespectador, ele não só conviveu com a situação, mas viveu a situação. Thaíde e sua esposa tiveram a missão de passar 2 dias com aproximadamente 36 reais, o valor que serie referente ao proporcional do salário mínimo. O limite da barreira do jornalismo foi atingido quando Thaíde ganhou uma esmola para ajudar nos gastos. Então, qual seria a reação do público ao ver que o repórter passa a viver a notícia e levar a antropologia para dentro do televisor.
Enquanto isso Rafinha Bastos levava a informação ao público acompanhando o dia a dia de Isabela, uma mulher que tenta sobreviver com 600 reais por mês. Será que o jornalismo estaria se encaminhando para uma outra forma de lidar com a notícia? As reportagens que antes tentavam, eticamente falando, se distanciar do sujeito, agora procura exatamente o contrário.
Neste edição, diferente de outras já analisadas, não existe a intenção de mostrar os dois lados da notícia, ou a opinião diversificada. Este formato de produção de notícia visa agora apenas fazer com que o jornalista sinta o que seu entrevistado sente. Desta forma, tentar transpôr maior emoção e reflexão para o telespectador.
Ao que se propõe, o A Liga cumpre com extrema eficiência. O que podemos observar ao final de cada edição é que a resposta obtida no Twitter é favorável ao ideal do programa, fazer refletir. O programa não quer que a pessoa mude seu pensamento, mas que reflita a sua atitude diante àquilo.
No Youtube:
Parte 1: http://youtu.be/Hr94m5vSBU8
Parte 2: http://youtu.be/XqpY5TpS-pI
Parte 3: http://youtu.be/e4xXNIHT5R0
Parte 4: http://youtu.be/VVBErB0uLp0
Parte 5: http://youtu.be/mAezK-Q1lk8
Parte 6: http://youtu.be/kyiT-5LMjIA
Parte 7: http://youtu.be/Fq7LiIeYyEw
No Youtube:
Parte 1: http://youtu.be/Hr94m5vSBU8
Parte 2: http://youtu.be/XqpY5TpS-pI
Parte 3: http://youtu.be/e4xXNIHT5R0
Parte 4: http://youtu.be/VVBErB0uLp0
Parte 5: http://youtu.be/mAezK-Q1lk8
Parte 6: http://youtu.be/kyiT-5LMjIA
Parte 7: http://youtu.be/Fq7LiIeYyEw
Eduardo Guimarães


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